Arminianos Cearenses

Arminianos Cearenses

terça-feira, 24 de março de 2015

O QUE FOI A REMONSTRÂNCIA?


Jacó Armínio e a controvérsia dos remonstrantes
A Holanda na qual Jacó Armínio nasceu e foi criado estava lutando contra a tradição católica romana e contra o domínio da Espanha católica. Um pequeno grupo de rebeldes uniu várias províncias contra o domínio espanhol e estabeleceu uma aliança instável conhecida como Províncias Unidas (dos Países Baixos). A Holanda era a maior e a mais influente das províncias. Ao mesmo tempo em que os holandeses se libertaram da Espanha, estabeleceram sua igreja nacional protestante. A igreja reformada de Amsterdã foi fundada em 1566 e seus principais ministros e leigos mantiveram os três princípios protestantes fundamentais, sem se aliarem a nenhum ramo específico do protestantismo. O protestantismo holandês primitivo era um tipo sui generis que não seguia rigidamente o luteranismo ou o calvinismo.
Armínio foi criado como protestante na cidadezinha de Oudewater, entre Utrecht e Roterdã, mas sua formação cristã na juventude não foi pesadamente calvinista. Aos quinze anos de idade, foi enviado a Marburgo, na Alemanha, para obter sua educação. Enquanto estava lá, sua cidade natal foi invadida por soldados católicos leais à Espanha e muitos habitantes foram massacrados. A família inteira de Armínio foi exterminada em um único dia. O jovem estudante ficou sob os cuidados de um respeitado ministro holandês de Amsterdã e acabou se tornando um dos primeiros alunos a se matricular na recém-estabelecida universidade protestante de Leiden. A igreja reformada de Amsterdã considerava Armínio um dos jovens candidatos mais promissores ao ministério e por isso custeou seu estudo superior em Leiden e, depois, na Suíça. Lá, estudou por algum tempo na “Meca” da teologia reformada, a Academia de Genebra, dirigida por Beza.
Em 1588, Armínio iniciou o ministério na igreja reformada de Amsterdã, aos 29 anos de idade. Todos os relatos contam que seu pastorado foi ilustre. Conforme observa certo biógrafo: “Armínio se tornou o primeiro pastor holandês da igreja reformada holandesa da maior cidade da Holanda, exatamente quando ela estava emergindo de seu passado medieval e irrompendo na Idade de Ouro”. Era notadamente benquisto e respeitado, tanto como pastor quanto como pregador, e rapidamente se tornou um dos homens mais influentes de toda a Holanda. Casou-se com a filha de um dos principais cidadãos de Amsterdã e entrou para o grupo dos privilegiados e poderosos. Nem por isso demonstrou qualquer indício de arrogância ou ambição. Nem sequer seus críticos ousaram acusá-lo de abusar de seu cargo pastoral ou de qualquer outra falha pessoal ou espiritual. Acabaram acusando-no de heresia somente porque, como pastor de uma das igrejas mais influentes da Holanda, começou a criticar abertamente o supralapsarismo que entrou em ascensão conforme cada vez mais ministros holandeses retornaram de seus estudos em Genebra sob a direção de Beza. Armínio era da “escola amiga” do protestantismo holandês de mentalidade independente, que se recusava a declarar como ortodoxo qualquer ramo específico da teologia protestante. Alguns, no entanto, insistiam cada vez mais que o supralapsarismo era a única teologia protestante ortodoxa e que qualquer outra opinião significava, de alguma forma, uma acomodação à teologia católica romana e, portanto, era uma aliada em potencial da Espanha, inimiga política dos Países Baixos.
Na década de 1590, o conflito entre Armínio e os calvinistas rígidos da Holanda se tornou cada vez pior. Alguns estudiosos sugerem que Armínio mudou de opinião nesse período. Acreditam que tinha sido um “hipercalvinista” ou mesmo um supralapsário. Essa suposição parece ter se fundamentado simplesmente no fato de ele ter sido aluno de Beza. O principal intérprete moderno de Armínio contradiz a ideia da alegada mudança de opinião de Armínio: “Todas as evidências levam a uma só conclusão: Armínio não concordava com a doutrina de Beza sobre a predestinação, quando assumiu o seu ministério em Amsterdã; na realidade, é provável que nunca tenha concordado com ela”. Na série de sermões sobre a Epístola de Paulo aos romanos, o jovem pregador começou a negar abertamente não somente o supralapsarismo, mas também a eleição incondicional e a graça irresistível. Interpretou Romanos 9, por exemplo, como uma referência não a indivíduos, mas a classes – crentes e incrédulos – conforme predestinadas por Deus. Afirmou que o livre-arbítrio dos indivíduos os incluía nas classes de “eleitos” e de “réprobos” e explicou a predestinação como a presciência divina acerca da livre escolha dos indivíduos. Para apoiar essa ideia, Armínio apelou a Romanos 8.29. Conforme observa o biógrafo e intérprete de Armínio, Carl Bangs, o teólogo holandês demonstrou, em seus sermões da década de 1590, o desejo de encontrar o equilíbrio entre a graça soberana e o livre-arbítrio humano: “o objetivo era uma teologia da graça, que não deixasse o homem ‘entre a cruz e o punhal’”.
Os rígidos oponentes calvinistas de Armínio em Amsterdã e outros lugares não tardaram em farejar o pavoroso erro de sinergismo em sua pregação e ensino e, publicamente, acusaram-no de heresia para os oficiais da igreja e da cidade, que examinaram a questão e inocentaram Armínio das acusações. Armínio apelou à tradição protestante holandesa da independência dos sistemas teológicos específicos e à tolerância de diversidade nos pormenores da doutrina. Os oficiais concordaram. Os oponentes supralapsários de Armínio ressentiram-se e decidiram que o arruinariam de qualquer maneira. Sofreram uma derrota fragorosa quando Armínio foi nomeado para ocupar a prestigiosa cátedra de teologia na Universidade de Leiden em 1603. O outro catedrático de teologia daquele período era Francisco Gomaro, que talvez tenha sido o calvinista supralapsário mais franco e rígido de toda a Europa. Gomaro, além de considerar todas as outras opiniões, inclusive o infralapsarismo, falhas ou até heréticas, “tinha, segundo quase todos os relatos a seu respeito, um temperamento extremamente irascível”.
Quase que imediatamente, Gomaro iniciou uma campanha de acusações contra Armínio. Algumas delas eram verídicas. Por exemplo, Armínio não escondia a rejeição não somente do supralapsarismo, mas também da doutrina clássica calvinista da predestinação como um todo. Gomaro distorceu esse fato e, publicamente e por trás das costas de Armínio, insinuou que ele era um simpatizante secreto dos jesuítas – uma ordem de sacerdotes católicos romanos especialmente temida que era chamada “tropa de choque da Contra-Reforma”. Essa alegação de Gomaro, assim como outras, era claramente falsa. Por exemplo, Gomaro acusou Armínio de socinianismo, que era uma negação da Trindade e de quase todas as demais doutrinas cristãs clássicas. Não importa o que Armínio escrevesse ou dissesse em sua defesa, via-se constantemente atacado por boatos e sob suspeita. “Quando a controvérsia ultrapassou os limites das salas acadêmicas e chegou aos púlpitos e às ruas, suas defesas perderam o efeito. Era mais fácil chegar à conclusão de que ‘onde há fumaça, há fogo’”. A controvérsia cresceu a ponto de provocar uma guerra civil entre as províncias dos Países Baixos. Algumas apoiavam Armínio, outras apoiavam Gomaro. O conflito eclodiu em 1604, quando Gomaro, pela primeira vez, acusou Armínio abertamente de heresia e durou até a morte de Armínio por causa de tuberculose em 1609. Quando morreu, sua teologia estava sob a inquisição pública de líderes religiosos e políticos. Em seu enterro, um de seus amigos mais íntimos fez o discurso fúnebre diante do corpo de Armínio: “Viveu na Holanda um homem que só não era conhecido por quem não o estimava suficientemente e só não o estimava quem não o conhecia suficientemente”.
Depois da morte de Armínio, quarenta e seis ministros e leigos holandeses respeitados redigiram um documento chamado “Remonstrância” que resumia a rejeição, por Armínio e por eles mesmos, do calvinismo rígido em cinco pontos. Graças ao título do documento, os arminianos passaram a ser chamados de remonstrantes. Entre eles, estavam os estadistas e líderes políticos holandeses que tinham ajudado a libertar os Países Baixos da Espanha. Seus inimigos acusavam-nos de apoiar secretamente os jesuítas e a teologia católica romana, e de simpatizar com a Espanha, só porque concordavam com a oposição de Armínio a respeito das doutrinas da predestinação! Não existe nenhuma evidência de que qualquer um deles realmente tivesse alguma culpa em relação às acusações políticas feitas contra eles. Mesmo assim, ocorreram tumultos em várias cidades holandesas, nos quais foram pregados sermões contra os remonstrantes e distribuídos panfletos que os difamavam como hereges e traidores. Finalmente, o grande poder político dos Países Baixos, o príncipe Maurício de Nassau, entrou na luta em favor dos calvinistas. Em 1618, ordenou a detenção e o encarceramento dos principais arminianos, para aguardar o resultado do sínodo nacional de teólogos e pregadores. O Sínodo de Dort entrou em sessão em novembro de 1618 e foi encerrado em janeiro de 1619, contando com a presença de mais de cem delegados, inclusive alguns da Inglaterra, da Escócia, da França e da Suíça. “João Bogerman, um pregador calvinista com opiniões extremadas, que havia defendido em um documento a pena de morte por heresia, foi escolhido como presidente”.
Como esperado, a despeito das eloquentes defesas do arminianismo feitas pelos principais remonstrantes, na conclusão do sínodo, todos os líderes remonstrantes foram condenados como hereges. Pelo menos duzentos foram depostos do ministério da igreja e do estado e cerca de oitenta foram exilados ou presos. Um deles, o presbítero, estadista e filósofo Hugo Grotius (1583-1645), foi confinado em uma masmorra da qual posteriormente escapou. Outro estadista foi publicamente decapitado. Um historiador moderno da controvérsia concluiu que “o modo de [o príncipe] Maurício tratar os estadistas arminianos só pode ser considerado um dos grandes crimes da História”.
O Sínodo de Dort promulgou um conjunto de doutrinas padronizadas para a igreja reformada holandesa, que se tornou a base do acrônimo TULIP. Cada cânon, conforme eram chamadas as doutrinas, baseava-se em um dos cinco pontos da “Remonstrância”. As coisas que os arminianos negavam, Dort canonizou como doutrina oficial, obrigatória para todos os crentes protestantes reformados. Não arbitrou, no entanto, sobre o supralapsarismo e o infralapsarismo e, desde então, as duas teorias continuaram dentro do consenso calvinista expresso pelo Sínodo de Dort. Após a morte do príncipe Maurício em 1625, o arminianismo gradualmente voltou a fazer parte da vida holandesa. Já em 1634, muitos exilados voltaram e organizaram a Fraternidade Remonstrante, que cresceu e formou a Igreja Reformada Remonstrante, que ainda existe. Não foi nos Países Baixos, no entanto, que a teologia arminiana causou maior impacto. Isso aconteceu na Inglaterra e na América do Norte pela influência de destacados ministros anglicanos, batistas gerais, metodistas e ministros de outras seitas e denominações que surgiram nos séculos XVII e XVIII. João Wesley (1703-1791) tornou-se o arminiano mais influente de todos os tempos. Seu movimento metodista adotou o arminianismo como teologia oficial e, através dele, tornou-se parte da tendência prevalecente na vida protestante da Grã-Bretanha e da América do Norte.
Fonte: Roger E. Olson, História da Teologia Cristã, 471-475


Extraído do site: Arminianismo.com

O QUE É O ARMINIANISMO?



A posição de Jacob Armínio (1560-1609) e seus seguidores – frequentemente conhecidos como remonstrantes – quanto à graça, o livre-arbítrio, à predestinação e à perseverança dos crentes. Armínio era um teólogo calvinista holandês que, em todos aqueles pontos nos quais a tradição reformada diferia da católica ou da luterana, continuou sendo calvinista. É importante recordar isso, visto que frequentemente se diz que o arminianismo é o contrário do calvinisrno, quando na realidade tanto Arrnínio como seus seguidores eram calvinistas em todos os pontos, exceto nos que debatiam. Além disso, é necessário notar que o debate envolvia também o interesse de um dos grupos em sublinhar o calvinismo estrito a fim de salvaguardar a independência recentemente conquistada do país, enquanto que o outro buscava posições que tornassem mais fácil para o país comercializar com outros que não fossem estritamente calvinistas. Em parte, por essa razão, os calvinistas estritos fundamentavam seus argumentos sobre as Escrituras, e o princípio da justificação só pela graça, construindo sobre isso um sistema rigidamente lógico e racional, enquanto seus opositores desenvolveram argumentos igualmente coerentes fundamentados sobre os princípios geralmente aceitos da religião – razão pela qual em certo modo foram precursores do racionalismo.
Armínio envolveu-se em um debate quando resolveu refutar as opiniões daqueles que rejeitavam a doutrina calvinista estrita da predestinação. Mas então se convenceu de que eram eles que tinham razão, e se tornou o principal defensor dessa posição. Os calvinistas estritos que se opuseram a ele e que mais tarde condenaram seus ensinamentos eram supralapsarianos. Sustentavam que Deus havia decretado antes de tudo a eleição de alguns e a reprovação de outros, e depois havia decretado a queda e suas consequências, de tal modo que o decreto inicial da eleição e reprovação pudesse ser cumprido. Também sustentavam que as consequências da queda são tais que toda a natureza humana está totalmente depravada, e que o decreto da predestinação é tal que Cristo morreu unicamente pelos eleitos, e não por toda a humanidade. Em princípio, Armínio tratou de responder a essas opiniões adotando uma posição infralapsariana; mas logo se convenceu de que isso não bastava. Criticou então seus adversários argumentando, em primeiro lugar, que sua discussão dos decretos da predestinação não era suficientemente cristocêntrica, visto que o verdadeiro grande decreto da predestinação é aquele “pelo qual Cristo foi destacado por Deus para ser o salvador, a cabeça e o fundamento daqueles que herdarão a salvação”; e, em segundo lugar, que a predestinação dos fiéis por parte de Deus baseia-se em sua presciência de sua fé futura.
Visto que a doutrina da predestinação de seus opositores se fundamenta na primazia da graça, e de uma graça irresistivel, Armínio respondeu propondo uma graça “preveniente” ou “preventiva”, que Deus dá a todos, e que os capacita para aceitar a graça salvadora se assim decidirem. E, visto que a graça não é irresistivel, isso implica que é possível um crente, mesmo depois de haver recebido a graça salvadora, cair dela. Foi contra todas essas propostas dos arminianos que o Sínodo de Dordrecht, ou de Dort (1618-19) afirmou os cinco pontos principais do calvinismo estrito, a depravação total da humanidade, a eleição incondicional, a expiação limitada por parte de Cristo, a graça irresistivel, e perseverança dos fiéis.
As teorias de Armínio foram adotadas por vários teólogos de tradição reformada que não estavam dispostos a levar seu calvinismo às consequências que Dordrecht as havia levado. O mais destacado entre eles foi João Wesley (1703-91). Entre os batistas ingleses, aqueles que aceitaram o arminianismo receberam o nome de “batistas gerais”, porque insistiam que Cristo morreu por todos, enquanto que aqueles que ensinavam a expiação limitada foram chamados “batistas particulares”.

Fonte: Breve Dicionário de Teologia, p. 46, 47.
Extraído do site: http://www.arminianismo.com

QUEM FOI JAMES ARMINIUS?


Um teólogo holandês. Arminius nasceu em Oudewater (18 m. em direção ao leste e nordeste de Roterdã) em 10 de outubro de 1560 e morreu em Leiden em 19 de outubro de 1609. Após a morte prematura de seu pai ele foi morar com Rudolphus Snellius, professor em Marburg. Em 1576 retornou para casa e estudou teologia em Leiden sob Lambertus Danæus. Aqui ele passou seis anos, até que recebeu autorização dos burgomestres de Amsterdã para continuar seus estudos em Genebra e Basel sob Beza e Grynæus. Ele fez preleções sobre a filosofia de Petrus Ramus e a Epístola aos Romanos. Sendo chamado de volta pelo governo de Amsterdã, em 1588 ele foi nomeado pregador da congregação reformada. Durante os quinze anos que passou aqui, ele obteve o respeito de todos, mas suas concepções sofreram uma mudança. Sua exposição de Rm 7 e 9 e seu pronunciamento sobre a eleição e reprovação foram considerados ofensas. Seu colega, erudito mas irascível, Petrus Plancius se opôs a ele em particular. Disputas surgiram no consistório, que temporariamente foram impedidas pelos burgomestres.

Arminius foi suspeito de heresia porque considerava o consentimento com os livros simbólicos como não unificadores e estava pronto a conceder ao Estado mais poder nas questões eclesiásticas do que os rígidos calvinistas gostariam de admitir. Quando dois dos professores da Universidade de Leiden, Junius e Trelcatius, morreram (1602), os administradores chamaram Arminius; e Franciscus Gomarus, o único professor de teologia vivo, protestou, mas ficou satisfeito após uma entrevista com Arminius. O último assumiu suas obrigações em 1603 com um discurso sobre o ofício sumo sacerdotal de Cristo, e se tornou doutor em teologia. Mas as disputas dogmáticas foram renovadas quando Arminius realizou palestras públicas sobre a predestinação. Gomarus se opôs a ele e publicou outras teses. Sucedeu uma grande agitação na universidade e os estudantes foram divididos em dois partidos. Os ministros de Leiden e de outros locais participaram da controvérsia, que se tornou geral. Os calvinistas queriam que a questão fosse decidida por um sínodo geral, mas os Estados Gerais não queriam fazê-lo. Oldenbarneveldt, o estadista liberal holandês, deu em 1608 a ambos os oponentes oportunidade para defender suas opiniões diante da suprema corte, e o veredicto pronunciado foi que, visto que a controvérsia não tinha qualquer relação com os pontos principais relativos à salvação, cada um deveria ser indulgente com o outro. Mas Gomarus não se renderia. Até os Estados da Holanda tentaram realizar uma reconciliação entre os dois, e em agosto de 1609, ambos os professores e quatro ministros foram convidados para fazer novas negociações. As deliberações foram primeiro mantidas oralmente, sendo depois continuada por escrito, mas foram encerradas em outubro com a morte de Arminius.

Em suas Disputationes, que foram parcialmente publicadas durante sua vida, parcialmente após sua morte, e que incluíam toda a seção de teologia, assim como em alguns discursos e outros escritos, Arminius clara e diretamente definiu sua posição e expressou sua convicção. No geral estes escritos são um belo testemunho de sua erudição e sagacidade. A doutrina da predestinação pertencia aos ensinos fundamentais da Igreja Reformada; mas a concepção dela afirmada por Calvino e seus partidários, Arminius não poderia adotar como sua. Ele não queria seguir um desenvolvimento doutrinário que tornava Deus o autor do pecado e da condenação dos homens. Ele ensinava a predestinação condicional e atribuiu mais importância à fé. Ele não negava nem a onipotência de Deus nem sua livre graça, mas ele considerava que era seu dever preservar a honra de Deus, e enfatizar, baseado nas claras expressões da Bíblia, o livre-arbítrio do homem bem como a verdade da doutrina do pecado. Nestas coisas ele estava mais do lado de Lutero do que de Calvino e Beza, mas não pode ser negado que ele expressou outras opiniões que foram vigorosamente contestadas como sendo afastamentos da confissão e do catecismo. Seus seguidores expressaram suas convicções nos famosos cinco artigos que eles apresentaram diante dos Estados como sua justificação. Chamados de remonstrantes, por causa destas Remonstrantiæ, eles sempre se recusaram a ser chamados de arminianos.

Tradução: H. C. Rogge, em The New Schaff-Herzog Encyclopedia Of Religious Knowledge, Vol I, Editado por Samuel Macauley Jean Jackson

Extraído do site: http://www.arminianismo.com/   

domingo, 22 de março de 2015

A MORTE DE CRISTO FORNECE GRAÇA SUFICIENTE PARA TODAS AS PESSOAS, PARA OPOR-SE À INFLUÊNCIA DO PECADO E CAPACITAR UMA RESPOSTA POSITIVA A DEUS


INTRODUÇÃO
Como responder a seguinte pergunta: Como Deus trabalha na vida daqueles que estão mortos em seus pecados? A resposta é ministrada da seguinte maneira tanto por arminianos como por wesleyanos: A morte de Cristo fornece graça suficiente para todas as pessoas através do Espírito Santo. A Bíblia de Estudo Pentecostal, em sua nota de rodapé do texto de João 16.8 explica o processo de convencimento feito pelo Espírito Santo que vai ao encontro do perdido pecador.
CONVENCERÁ O MUNDO.
Quando o Espírito Santo vier, i.e., por ocasião do Pentecoste (ver 16.7 nota; At 2.4), sua obra principal no tocante ao testemunho e à proclamação do evangelho, será a de "convencer" do pecado. Este termo "convencer" (gr. elencho) significa "expor", "reprovar", "refutar" e "convencer" (do pecado).
(1) A obra de convicção realizada pelo Espírito Santo opera em três aspectos em relação ao pecador:
(a) O pecado.
O Espírito Santo desmascara e reprova a incredulidade e o pecado, a fim de despertar a consciência da culpa e da necessidade de perdão. Isto, constantemente, leva o pecador ao arrependimento genuíno e à conversão a Jesus como Salvador e Senhor (At 2.37,38). A convicção não somente desmascara o pecado, como também torna claro quais serão os resultados pavorosos se os culpados persistirem na prática do mal. Uma vez convicto, necessário é que o pecador faça sua escolha.
(b) A justiça.
O Espírito Santo convence os homens de que Jesus é o santo Filho de Deus que os torna conscientes do padrão divino da justiça em Cristo. Esse padrão divino da justiça é confrontado contra o pecado e a pessoa recebe poder para vencer o mundo (At 3.12-16; 7.51-60; 17.31; 1 Pe 3.18).
(c) O juízo.
Trata-se da obra do Espírito ao convencer os homens da derrota de Satanás na cruz (12.31; 16.11), do juízo atual do mundo por Deus (Rm 1.18-32), do juízo futuro de todos os homens (Mt 16.27; At 17.31; 24.25; Rm 14.10; 6.2; 2 Co 5.10; Jd 14).
(2) A obra do Espírito de convencer do pecado e da justiça e do juízo será manifestada em todos os crentes verdadeiramente cheios do Espírito. 
Cristo, cheio do Espírito (Lc 4.1), testificou ao mundo "que as suas obras são más" (ver 7.7; 15.18) e chamava os homens ao arrependimento do pecado (Mt 4.17). João Batista, "cheio do Espírito Santo" desde seu nascimento (ver Lc 1.15 nota), expunha os pecados do povo judaico (ver Mt 11.7 nota; Lc 3.1-20) e Pedro, "cheio do Espírito Santo" (At 2.4), convencia os corações de 3.000 pecadores, ao pregar o arrependimento e o perdão dos pecados (At 2.37-41).
(3) Esse trecho deixa bem claro que qualquer pregador ou igreja que não expõe publicamente o pecado, nem a responsabilidade do pecador, nem o conclama ao arrependimento e à retidão bíblica, não procede do Espírito Santo. 
Em 1 Co 14.24,25 declara explicitamente que a presença de Deus na congregação é reconhecida pela manifestação do pecado do infiel (i.e., os segredos do seu coração), pela sua conseqüente convicção (v. 24) e pela sua salvação (v. 25).

Bíblia de Estudo Pentecostal, págs. 1604-1605.

quarta-feira, 4 de março de 2015

A CONFERÊNCIA GRAÇA LIVRE




Conferência Graça Livre
A CONFERÊNCIA GRAÇA LIVRE será totalmente gratuita ao público e, ao término do evento, todas as palestras serão disponibilizadas no Youtube. Entretanto, realizar algo desse nível --- com participantes qualificados de diversos estados do País --- não é simples nem barato. Por isso, precisamos da sua cooperação!

terça-feira, 3 de março de 2015

MINHA LISTA DE ARMINIANOS



Por Paulo Cesar Antunes

Como resposta aos que me pediram: Clovis Goncalves (Perdoe a demora) Luís Felipe Nunes Borduam; Valdemir Pires Moreira.
A lista não é exaustiva, obviamente, e está sujeita a críticas e correções. Se me esqueci de algum nome, entre em contato para eu acrescentá-lo. Além de arminianos clássicos e wesleyanos, há arminianos de quatro pontos (geralmente batistas), proto-arminianos (caso de Menno Simons), arminianos que preferem ser chamados por outro nome (paleo-ortodoxo, caso de Thomas C. Oden), arminianos que acreditam ser calvinistas moderados (caso de Norman L. Geisler). Alguns arminianos certamente me pediriam para tirá-los da lista, caso ficassem sabendo dela (caso de Stanley J. Grenz, se estivesse vivo). Só lamento por eles, não vou tirar Emoticon wink. Pensei em listar, em separado, os nomes dos remonstrantes e dos primeiros pais que se alinharam com o Arminianismo. Fica para uma segunda oportunidade. A lista não foi criada para impressionar as pessoas. A ideia foi reunir nomes de arminianos conhecidos para facilitar as minhas pesquisas. Futuramente pretendo acrescentar mais informações sobre cada nome (aceito sugestões). Por enquanto, só há nome completo, nome pelo qual a pessoa é conhecida e anos de nascimento e morte (quando tenho essas informações).

A. Philip Brown II
Abraão de Almeida (1939-)
Adrio König
Alva Bee Langston (1878-1965)
Aaron Merritt Hills (1848-1935)
Abel Stevens (1815-1897)
Adam Clarke (1762-1832)
Adam Harwood
Adrian Pierce Rogers [Adrian Rogers] (1931-2005)
Aiden Wilson Tozer [A. W. Tozer] (1897-1963) 
Ajith Fernando
Albert Cook Outler [Albert C. Outler] (1908-1989)
Albert Cornelius Knudson (1873-1953)
Albert Nash (1812–1900)
Alexander Campbell
Alexander Duncan Reily (1924-2004)
Alfred Raymond George [A. Raymond George] (1912-1998)
Alvin Carl Plantinga [Alvin Plantinga] (1932-)
Amos R. Binney (1802-1878)
Andrew Wommack
Antonio Gilberto
Archibald Thomas Robertson [A. T. Robertson] (1863-1934)
Arthur Skevington Wood
Austin Fischer
B. J. Oropeza
B. T. Roberts (1823-1893)
Barton W. Johnson [B. W. Johnson] (1833-1894)
Balthasar Hubmaier (1480-1528)
Ben Witherington III (1951-)
Benjamin Field (1827-1869)
Bernhard Johnson Jr. (1931-1995)
Bill T. Arnold
Brenda B. Colijn
Brian J. Abasciano 
Brian Zahnd
Bruce A. Little
Bruce L. Shelley
Bruce R. Reichenbach
C. Gordon Olson
C. Stephen Evans (1948-)
Carl Oliver Bangs [Carl Bangs] (1922-2002)
Carlos Augusto Vailatti
Carlos Kleber Maia [Kleber Maia]
Caspar Brandt (1653-1696)
Charles Butler (1750-1832)
Charles Edward White 
Charles Gutenson
Charles Jerry Vines [Jerry Vines] (1937-)
Charles John Ellicott [C. J. Ellicott] (1819-1905)
Charles M. Cameron 
Charles W. Carter
Charles Wesley (1707-1788)
Christopher C. Chapman
Christopher Potter
Chuck Smith
Ciro Sanches Zibordi
Clarence L. Bence
Claudionor de Andrade 
Clive Staples Lewis [C. S. Lewis] (1898-1963)
Conrad Vorstius [Konrad von dem Vorst] (1569-1622)
Craig L. Blomberg 
Craig S. Keener
Dale Moody (1915-1992)
Dallas Willard (1935-2013)
Daniel B. Pecota
Daniel Berg (1884-1963)
Daniel Denison Whedon (1808-1885)
Daniel Steele (1824-1914)
David Charles Haddon Hunt [Dave Hunt] (1926-2013)
David A. deSilva
David Baker
David Harold Stern [David H. Stern] (1935-)
David John Alfred Clines [David J. A. Clines] (1938-) 
David Lewis Allen
David Pawson (1930-)
David W. Bercot (1950-)
David Wilkerson (1931-2011)
Derek Prince
Donald A. D. Thorsen
Donald C. Stamps
Donald G. Bloesch (1928-2010)
Donald M. Lake
Douglas K. Stuart [Doug Stuart]
Dwight L. Moody (1837-1899)
Earl C. Wolf
Edson de Faria Francisco
Edward Bird
Edward Earl Joiner [Eduardo Joiner]
Edward J. Mullins
Edward McKendree Bounds [E. M. Bounds] (1835-1913)
Elias Soares 
Elienai Cabral 
Elinaldo Renovato de Lima 
Elmer L. Towns
Enéas Tognini
Ergun Michael Caner [Ergun Caner] (1966-)
Eric Hankins
Ernest S. Williams (1885-1981)
Esdras Costa Bentho 
Esequias Soares
Étienne de Courcelles (lat: Stephanus Curcellaeus) (1586-1659)
Eugene E. Carpenter
Everett Lewis Cattell (1905-1981)
F. Leroy Forlines
F. Stuart Clarke
Francis Asbury (1745-1816)
Francis Hodgson (1805-1877)
Frank Turek 
Franz Delitzsch (1813-1890)
Fred Sanders
Frederic Louis Godet (1812-1900)
French L. Arrington
Fritz Guy (1930-)
Gareth Lee Cockerill
Gary B. McGee
Gary Habermas (1950-)
Gene L. Green
Geoffrey F. Nuttall
George Eldon Ladd (1911-1982)
George L. Bryson
George Lyons
George Mitrovich
George Pretyman Tomline (1750-1827)
George Washington Northurp (1825-1900)
Gerald O. McCulloh
Gilbert G. Bilezikian
Glen Shellrude
Gordon C. I. Wong
Gordon Donald Fee [Gordon Fee] (1934-)
Grant R. Osborne
Greg Laurie
Gunnar Vingren (1879-1933)
Günther H. Juncker
Guy P. Duffield
H. Ray Dunning (1926-)
Halford E. Luccok (1885-1961)
Hendrik Hanegraaff [Hank Hanegraaff] (1950-)
Henry Clarence Thiessen
Henry Clay Sheldon (1820-1877)
Henry Hammond (1605-1660)
Henry Orton Wiley [H. Orton Wiley] (1877–1961)
Henry T. Blackaby
Herbert B. McGonigle
Herman Nicolaas Ridderbos [Herman Ridderbos] (1909-2007)
Herschel Harold Hobbs [Herschel Hobbs] (1907-1995)
Howard A. Snyder
Hugo Grotius (1583-1645)
I. Howard Marshall (1934-)
Israel Belo de Azevedo (1952-)
J. D. Walt
J. Gregory Crofford 
J. Matthew Pinson
J. Rodman Willians (1918-2008)
J. Steven Harper [Steven Harper]
J. Vernon McGee
Jack Hayford
Jack W. Cottrell
James Arminius (1560-1609)
James Burton Coffman (1905-2006)
James D. G. Dunn (1939-)
James Dean Strauss [James D. Strauss] (1929-2014) 
James K. Beilby
James Leo Garrett, Jr. (1925-)
James Luther Adams
James M. Leonard
James Morison (1816-1893)
James Nichols (1785-1861)
James Porter Moreland [J. P. Moreland] (1948-)
James Richard Joy
James Strong (1822-1894)
Jean Le Clerc (1657-1736)
Jeremy A. Evans
Jeremy Taylor (1613-1667)
Jerry L. Walls
Joannes Tideman
Joel B. Green
Johan van Oldenbarnevelt (1547-1619)
Johann Friedrich Karl Keil [Carl Friedrich Keil] (1807-1888)
Johann Jakob Wettstein (1693-1754)
Johannes Wtenbogaert (1557-1644)
John Carson Lennox [John C. Lennox] (1945-)
John Dickins (1746-1798)
John F. Parkinson
John Goodwin (1594-1665)
John Griffith
John Hales (1584-1656)
John Mark Hicks
John McClintock (1814-1870)
John Miley (1813-1895)
John Milton (1608-1674)
John Norman Davidson Kelly [J. N. D. Kelly] (1909-1997)
John Oswalt
John Overall (1559-1619)
John Plaifere
John Shaw Banks (1835-1917)
John Smyth (1570-1612)
John Telford
John Wesley (1703-1791)
John Wesley Adams
John William de la Fléchère [John Fletcher] (1729-1785)
John William McGarvey [J. W. McGarvey] (1829-1911)
Jonathan Andersen
Jonathan R. Wilson
Jonathan Weaver (1824-1901)
Jorge Pinheiro dos Santos 
José Ildo Swartele de Mello [Ildo Mello]
Joseph Agar Beet (1840-1924)
Joseph Benson (1749-1821)
Joseph Kenneth Grider (1921-2006)
Joseph R. Dongell
Joseph S. Wang
Joseph Sutcliffe (1762-1856)
Joshua Ratliff
Justo L. Gonzalez (1937-)
Keith D. Stanglin
Kenneth D. Keathley
Kenneth J. Collins
Kevin Kennedy 
Kevin Timpe 
Klyne R. Snodgrass
L. Paige Patterson [Paige Patterson] (1942-)
Lancelot Andrewes (1555-1626)
Lars Eric Bergstén [Eurico Bergstén] (1913-1999)
Laurence M. Vance
Laurence Womock [Lawrence Womach/Womack, Daniel Tilenus/Tilenius (pseud.)] (1563-1633)
Lee Strobel (1952-)
Leo George Cox (1912-1997)
Leonard Ravenhill (1907-1994)
Leroy Madison Lee (1808-1882)
Leslie D. Wilcox (-1991)
Louis Chéron
Lourenço Stelio Rega (1953-)
Luke L. Keefer Jr. (1940-2010)
Luther Lee (1800-1889)
Malcolm B. Yarnell III
Manfred Marquardt
Marion Boyd Stokes [Mack B. Stokes] (1911-2012)
Mark A. Ellis
Markus Barth (1915-1994)
Marvin Richardson Vincent [Marvin R. Vincent] (1834-1922)
Matthew P. O'Reilly
Max Lucado (1955-)
Menno Simons (1496-1561)
Michael Green 
Michael L. Brown (1955-)
Mildred Olive Bangs Wynkoop (1905-1997)
Miner Raymond
Moses Lowman (1680-1752)
Myer Pearlman
Natanael Rinaldi
Nathan Bangs (1778-1862)
Nathanael Burwash (1839-1918)
Nathaniel M. Van Cleave
Nels Lawrence Olson [Lawrence Olson] (1910-1993)
Norman L. Geisler (1932-)
O. Glenn McKinley
Olin Alfred Curtis (1850-1918)
Orland Spencer Boyer [Orlando Boyer] (1893-1978)
Oswald Chambers (1874-1917)
Paul Copan (1962-)
Paul J. Achtemeier (1927-2013)
Paul R. Eddy
Paul T. Culbertson
Paulo Lockman
Paulo Rodrigues Romeiro [Paulo Romeiro]
Peter Baro (1534-1599)
Petrus Bertius (1565-1629)
Philip Melancthon (1497-1560)
Philip Pugh (1817-1871)
Philip Yancey (1949-)
R. Alan Streett
R. Larry Shelton
Randall G. Basinger
Randal Rauser
Randolph Sinks Foster (1820-1903)
Randy L. Maddox (1953-)
Randy Sawyer 
Ravi Zacharias (1946-)
Richard C. H. Lenski (1864-1936)
Richard Cross 
Richard D. Land (1946-)
Richard James Foster [Richard Foster, Richard J. Foster] (1942-)
Richard Watson (1781–1833)
Rick Patrick
Robert E. Picirilli
Robert Eugene Chiles (1923-1992)
Robert Lee Shank (1918-2006)
Robert W. Burtner
Roger E. Olson (1952-)
Roger Thomas Forster [Roger T. Forster] (1933-)
Rombout Hogerbeets [Rombout Hoogerbeets] (1561-1625)
Ron F. Hale
Ronnie W. Rogers [Ronnie Rogers]
Russell Henry Stafford
Samuel Chadwick (1860-1932)
Samuel Clarke (1675-1729)
Samuel Fisk
Samuel Loveday
Samuel Wakefield (1799-1895)
Scot McKnight
Silas Daniel 
Simon Episcopius (1583-1643)
Simon Patrick (1626-1707)
Stanley J. Grenz (1950-2005)
Stanley M. Hauerwas (1940-)
Stanley M. Horton (1916-2014)
Stephen M. Ashby
Steve Hill (1954-2014)
Steve Seamands 
Steve W. Lemke
Steve Witski
Steven L. Hitchcock
Tassos Lycurgo
Terry L. Miethe
Thomas Benjamin Neely (1841-1925)
Thomas C. Oden (1931-)
Thomas Coke (1747-1814)
Thomas Dove (1555-1630)
Thomas Erskine (1788-1870)
Thomas Goad (1576-1638)
Thomas Grantham (1634-1692)
Thomas H. McCall
Thomas Helwys (1550-1616)
Thomas Jackson (1783-1873)
Thomas N. Finger
Thomas Neely Ralston (1806-1891)
Thomas Olivers (1725–1799)
Thomas Osmond Summers (1812–1882)
Thomas Taylor (1738-1816)
Timothy C. Tennent (1959-)
Tremper Longman III
Umphrey Lee (1893-1958)
V. Paul Marston
Valmir Nascimento Milomem Santos
Vernon Carl Grounds [Vernon C. Grounds] (1914-2010)
Vic Reasoner
W. A. Criswell (1909-2002)
W. Brian Shelton 
W. E. Vine
Wagner Gaby 
Walter Klaiber (1940-)
Walter Sellon
Watchman Nee (1903-1972)
Wayne Cordeiro 
Wesley Duewel
Westlake Taylor Purkiser [W. T. Purkiser] (1910-1992)
Wilbur Fisk (1792-1839)
William Arie den Boer [William den Boer] (1977-)
William Ashley Sunday [Billy Sunday] (1862-1935)
William Baxter Godbey (1833-1920)
William Burt Pope (1822–1903)
William Fairfield Warren (1833-1929)
William Franklin Graham Jr [Billy Graham] (1918-)
William G. MacDonald
William Gene Witt
William H. Browning (1805-1873)
William Henry Willimon (1946-)
William Hull
William J. Abraham (1947-)
William Lane Craig (1949-)
William Laud (1573-1645)
William Lowth (1660-1732)
William Marvin Greathouse [William M. Greathouse] (1919-2011)
William Ragsdale Cannon (1916-1997)
William Sanday (1843-1920)
William Taylor (1821-1902)
William W. Menzies [Bill Menzies] (1931-2011)
William W. Klein
Wilson Thomas Hogue (1852-1920)
Zacarias de Aguiar Severa