Arminianos Cearenses

Arminianos Cearenses

sábado, 25 de abril de 2015

TESTE PARA DESCOBRIR SE VOCÊ É ARMINIANO

Por Antonio Reis Teixeira Soares

Você acredita que Jesus morreu por todos os seres humanos?

• Se você respondeu sim à pergunta, então pelo menos você concorda com um dos princípios centrais do Arminianismo, e que seria geralmente indesejável em círculos calvinistas
• Esta é talvez a questão mais gritante que divide o Calvinismo e o Arminianismo
• A maioria dos calvinistas crêem que Jesus morreu apenas para certas pessoas, embora haja algum debate a respeito se o próprio Calvino defendeu este ponto de vista.
• Se você acredita que Jesus morreu somente por aqueles que, eventualmente, acredita, então você realmente é um calvinista e não um arminiano.


Você acredita que uma pessoa pode resistir ao poder de convencimento da graça de Deus?

• Se você respondeu sim, então mais uma vez você afirma outro dos princípios centrais do Arminianismo, como refletido nas palavras de Jesus: "Jerusalém, Jerusalém, quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos ... mas tu não quiseste" (Mt 23:37)
• calvinistas afirmam que Deus determinou que as pessoas vão acreditar, para fazer sua fé possível, ele os chama para a salvação de tal forma que suas próprias vontades são dominados de modo que eles não podem resistir ao chamado para a salvação
• arminianos acreditam que Deus quer realmente que cada um venha a crer, mas quando Deus permite que uma pessoa creia, ele o faz de tal forma que o indivíduo ainda pode resistir ao poder de convencimento do Espírito.


Você acredita na eleição?

• Se você respondeu sim, então você pode ser um arminiano
• calvinistas acreditam em uma eleição independente da fé
• arminianos acreditam que a eleição é "em Cristo", ou seja, quem está "em Cristo" é eleito, mas que a fé é essencial para se tornar unidos com Cristo. Portanto, a eleição está condicionada à fé.

terça-feira, 14 de abril de 2015

ORAR POR CONVERSÃO: E O LIVRE - ARBÍTRIO?



Quando um cristão ora pedindo salvação para alguém que estima muito, ele está concordando com a ideia calvinista?
(João Santos Francisco, Navegantes-SC)

Por Agissê Levi da Silveira

Ao ser indagado por essa questão, sou levado a fazer um resgate do conceito de livre-arbítrio para que possamos contribuir e não determinar ou finalizar a questão em tela, que aparentemente traz uma complexidade à variedade de compreensões a ela atribuídas.
Livre-arbítrio, segundo o Dicionário Aurélio significa solução, determinação dependente apenas da vontade. Faculdade de decidir, de escolher, de determinar, dependente apenas da vontade.
Agostinho trabalha a ideia de que o livre-arbítrio é a possibilidade de escolher  entre o bem e o mal; portanto está relacionado com a vontade.
Segundo os cristãos, ele é a condição que Deus dá ao homem para agir e ser livre, com capacidade para fazer as suas próprias escolhas, inclusive aquelas que não estão de acordo com a vontade divina. Deus tem pleno poder para proibir que o homem realize o bem e o mal, no entanto dá ao homem a liberdade de escolher, qual caminho tomar na realização de seus atos, que o mesmo possa decidir com responsabilidade.
A Bíblia deixa claro que nós podemos agir livremente, ao invés de sermos robôs projetados apenas para seguir comandos de uma divindade no Céu. Pedro diz: “Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal” (1 Pe 2.16 – NVI).
Os calvinistas defendem a ideia que Deus escolhe aqueles que serão salvos antes da criação. Partindo deste princípio, há uma determinação e não escolha. Se somos livres como a Palavra nos afirma em na Epístola de Pedro, então Deus nos dá a condição de seguir a nossa vontade de escolher, portanto, ao pensar que oramos intercedendo a Deus pelos nossos familiares para que sejam salvos estaríamos fazendo uma escolha, independente da vontade de Deus salvar ou não nossos familiares, estamos utilizando nosso livre-arbítrio para suplicar a Deus que possa a Sua Palavra se revelar aos nossos entes queridos. A Bíblia nos relata: “Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (Tt 2.11).
Tito, ao expressar essa palavra, demostra que a graça salvadora é na pessoa de Cristo Jesus, e para isso encontramos em João 3.16 o que afirma as Escrituras: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. Novamente olhamos a liberdade que Deus nos dá em escolher: “todo aquele que nele crer”, ou seja, não é “todos devem crer”. A Bíblia nos apresenta uma palavra especifica que demostra esse cuidado: “E conheceis a verdade, e a verdade os libertará” (Jo 8.32).
Finalizando essa compreensão, poderíamos ainda trazer o exemplo de Abel e Caim. Deus aceitou a oferta de Abel e rejeitou a de Caim, porque este não ofertou como seu irmão. Então, a Bíblia diz: “Por isso Caim se enfureceu e o seu rosto se transformou. O Senhor disse a Caim: ‘Por que você está furioso? Se você fizer o bem, não será certo? Mas se não o fizer, saiba que pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo” (Gn 4.6,7).
Este exemplo bíblico mostra que Caim possuía livre-arbítrio. Ele não foi obrigado a pecar. Deus não determinou o pecado de Caim, senão, de modo nenhum teria dito que poderia fazer o bem e seria aceito.
Prezado leitor, a Bíblia nos diz que devemos amar e orar pelos nossos inimigos e os que nos perseguem: “Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos” (Mt 5.44-45).
Se a Bíblia nos orienta a orar assim, então devemos orar para que Deus alcance nossos amigos, familiares e todos quantos amamos, pois o Reino de Deus é para todo o que crer.
Quer possamos nos ater mais à Palavra de Deus e pedir ao Espírito Santo que nos ilumine a cada dia para contemplarmos as benesses da graça de Deus.


Agissé Levi da Silveira é pastor, líder da AD em Capinzal (SC), filiado à CIADESCP e à CGADB; formado em Psicologia; especialista em Aconselhamento Pastoral; mestrando em Aconselhamento Pastoral; e diretor-presidente da FAEST – Escola de Educação Teológica.   

sábado, 11 de abril de 2015

Estaria a Teologia Sistemática Pentecostal confundindo o arminianismo com o semi-pelagianismo?





A quem a Teologia Sistemática Pentecostal publicada pela CPAD se refere no capítulo 7 – Doutrina da salvação, quando ela aborda sobre os seguintes temas: predestinação divina e livre-escolha humana? Estaria o autor se referindo ao semi-pelagianismo ou confundindo-o com o arminianismo? Vejamos o que diz o texto em questão:
Predestinação divina e livre-escolha humana. Na Bíblia temos tanto a predestinação divina como a livre-escolha humana, em relação à salvação; mas não uma predestinação em que uns são destinados à vida eterna, e outros, à perdição eterna. Mas a Palavra de Deus não apresenta uma livre-escolha humana como se a salvação dependesse de obras, esforços e méritos humanos.
Os extremos nesse assunto (e noutros) é que são maléficos, propalando ensinos que a Bíblia não contém. A ênfase inconseqüente à soberania de Deus no tocante à salvação leva a pessoa a crer que a sua conduta e procedimento nada têm com a sua salvação. Por outro lado, a ênfase inconseqüente à livre-vontade (livre-arbítrio) do homem conduz ao engano de uma salvação dependente de obras, conduta e obediência humanas.
Ora, somos salvos, não por aquilo que fazemos ou deixamos de fazer para Deus, mas pelo que Jesus já fez por nós, uma vez para sempre. Há muitos por aí tendo a salvação dependente de suas obras, obediência, conduta, santidade, etc. Não é de admirar que os tais caiam e não se levantem, e que quando pequem duvidem da sua salvação.
(Teologia Sistemática Pentecostal, Editor Geral Antonio Gilberto. Pág. 368 – CPAD).
Quando o aludido texto declara que, a Palavra de Deus não apresenta uma livre-escolha humana como se a salvação dependesse de obras, esforços e méritos humanos, concluímos que isso se trata de um ensino semi-pelagiano, pois é esse mesmo ensino que focaliza a livre escolha do homem em detrimento da graça preveniente que no arminianismo é necessária que venha antes que o homem use sua livre escolha.
Nos ensino de Pelágio sua exaltação ao livre-arbítrio humano fica evidente. No entanto, uma forma de pensar oriunda de seus ensinos surgiu no século V d.C., de acordo com esse movimento (denominado de semi-pelagianismo) a graça de Deus é proporcionada a todos os homens; mas o indivíduo deve dar o primeiro passo para obter sua salvação pessoal. Tanto o pelagianismo como o semi-pelagianismo enfatizam o livre-arbítrio humano, negando a doutrina da predestinação. Somente um ato gracioso de Deus para convencer o homem, do pecado, da justiça e do Juízo. Esse ato gracioso é denominado de “graça preveniente”.

Concluo essa observação fazendo a mesma pergunta que fiz no início desse artigo, Estaria o autor se referindo ao semi-pelagianismo ou confundindo-o com o arminianismo?

quarta-feira, 8 de abril de 2015

COMO OS CALVINISTAS INTERPRETAM JEREMIAS 13.15-17?


“Escutai, e inclinai os ouvidos, e não vos ensoberbeçais; porque o SENHOR falou. 16 Dai glória ao SENHOR, vosso Deus, antes que venha a escuridão e antes que tropecem vossos pés nos montes tenebrosos; antes que, esperando vós luz, ele a mude em sombra de morte e a reduza à escuridão. 17 E, se isso não ouvirdes, a minha alma chorará em lugares ocultos, por causa da vossa soberba; ge amargamente chorarão os meus olhos e se desfarão em lágrimas, porquanto o rebanho do SENHOR foi levado cativo” (Jeremias 13.15-17).
Sabendo que Judá não se arrependeu e nem ouviu, o calvinista conclui que Deus já havia escolhido privá-los de Sua graça transformadora, embora Ele poderia facilmente tê-la concedido. Então, embora o texto pareça identificar o orgulho de Judá como causa inicial de punição, o calvinista, em vez disso, conclui que a habilidade de Judá de se arrepender depende do plano eternamente fixado por Deus. Mais uma vez, embora o texto pareça identificar a salvação como o mais profundo desejo de Deus, o calvinista deve concluir que, em nível mais profundo ainda, Deus jamais quis conceder graça transformadora aos ouvintes de Jeremias. Em outras palavras, as verdadeiras intenções de Deus não podem ser discernidas a partir de Suas palavras.

Por que não sou Calvinista, Jerry L. Walls e Joseph R. Dongell. Pág. 55.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

AS ÚLTIMAS PALAVRAS DE JOHN WESLEY


Por Luís Felipe

No dia 2 de março de 1791, aos 88 anos, tendo pregado o Evangelho por 65 anos, um pouco antes de morrer, Wesley disse: “Eu me levantarei”. Enquanto lhe ajeitavam as roupas, ele começou a cantar de uma maneira tal que surpreendeu a todos os presentes:
Eu louvarei meu Criador enquanto viver / E quando a morte minha voz emudecer, / O louvor ocupará as habilidades mais nobres do meu ser: / Enquanto durar a vida, mente e coração / Ou mesmo a vida imortal, / Meus dias de louvor nunca cessarão. / Feliz é o homem cuja confiança / No Deus de Israel está, / Ele fez o céu, a terra e o mar, / E tudo o que neles há. / Sua verdade para sempre permanece firme, / Ele salva o oprimido, o pobre sustente / E suas promessas não são vãs.
Ao assentar-se outra vez em sua poltrona, ele disse com a voz débil: ”Fala, Senhor, a todos os nossos corações, e faça com que saibam que Tu soltas as línguas”. E então, cantou mais uns versos:
Ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, / Que docemente concordam juntos…