Arminianos Cearenses

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sábado, 11 de abril de 2015

Estaria a Teologia Sistemática Pentecostal confundindo o arminianismo com o semi-pelagianismo?





A quem a Teologia Sistemática Pentecostal publicada pela CPAD se refere no capítulo 7 – Doutrina da salvação, quando ela aborda sobre os seguintes temas: predestinação divina e livre-escolha humana? Estaria o autor se referindo ao semi-pelagianismo ou confundindo-o com o arminianismo? Vejamos o que diz o texto em questão:
Predestinação divina e livre-escolha humana. Na Bíblia temos tanto a predestinação divina como a livre-escolha humana, em relação à salvação; mas não uma predestinação em que uns são destinados à vida eterna, e outros, à perdição eterna. Mas a Palavra de Deus não apresenta uma livre-escolha humana como se a salvação dependesse de obras, esforços e méritos humanos.
Os extremos nesse assunto (e noutros) é que são maléficos, propalando ensinos que a Bíblia não contém. A ênfase inconseqüente à soberania de Deus no tocante à salvação leva a pessoa a crer que a sua conduta e procedimento nada têm com a sua salvação. Por outro lado, a ênfase inconseqüente à livre-vontade (livre-arbítrio) do homem conduz ao engano de uma salvação dependente de obras, conduta e obediência humanas.
Ora, somos salvos, não por aquilo que fazemos ou deixamos de fazer para Deus, mas pelo que Jesus já fez por nós, uma vez para sempre. Há muitos por aí tendo a salvação dependente de suas obras, obediência, conduta, santidade, etc. Não é de admirar que os tais caiam e não se levantem, e que quando pequem duvidem da sua salvação.
(Teologia Sistemática Pentecostal, Editor Geral Antonio Gilberto. Pág. 368 – CPAD).
Quando o aludido texto declara que, a Palavra de Deus não apresenta uma livre-escolha humana como se a salvação dependesse de obras, esforços e méritos humanos, concluímos que isso se trata de um ensino semi-pelagiano, pois é esse mesmo ensino que focaliza a livre escolha do homem em detrimento da graça preveniente que no arminianismo é necessária que venha antes que o homem use sua livre escolha.
Nos ensino de Pelágio sua exaltação ao livre-arbítrio humano fica evidente. No entanto, uma forma de pensar oriunda de seus ensinos surgiu no século V d.C., de acordo com esse movimento (denominado de semi-pelagianismo) a graça de Deus é proporcionada a todos os homens; mas o indivíduo deve dar o primeiro passo para obter sua salvação pessoal. Tanto o pelagianismo como o semi-pelagianismo enfatizam o livre-arbítrio humano, negando a doutrina da predestinação. Somente um ato gracioso de Deus para convencer o homem, do pecado, da justiça e do Juízo. Esse ato gracioso é denominado de “graça preveniente”.

Concluo essa observação fazendo a mesma pergunta que fiz no início desse artigo, Estaria o autor se referindo ao semi-pelagianismo ou confundindo-o com o arminianismo?

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