Arminianos Cearenses

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domingo, 7 de junho de 2015

CONHEÇA O CALVINISMO PELA CANETA DOS CALVINISTAS

CALVINISMO

Deus ordenou a queda de Adão:

Deus não só viu de antemão a queda do primeiro homem e nela a ruína de sua posteridade, mas também por seu próprio prazer a ordenou. [1] João Calvino

Embora sua perdição de tal maneira depende da predestinação divina, a causa e a substância dela (perdição) estão ambas neles (homens)….. Portanto, o homem cai porque assim o ordenou a providência de Deus; no entanto, cai por falha sua. [2] João Calvino

Mesmo a queda de Adão, e através dele a queda da raça, não foi por acaso ou acidente, mas foi assim ordenada no secreto conselho de Deus. [3] Loraine Boettner

Certamente, se Deus não quisesse a queda, Ele poderia, e sem dúvida a teria evitado; mas Ele não a impediu: portanto Ele a desejou. E se Ele a desejou, Ele certamente a decretou. [4] Jerome Zanchius

Claramente foi da vontade de Deus que o pecado entrasse neste mundo, caso contrário não teria entrado, pois nada acontece, exceto o que Deus eternamente decretou. Além disso, houve mais do que uma simples permissão, pois Deus só permite coisas que realizam o seu propósito. [5] A.W. Pink

Deus não apenas tinha um pré-conhecimento perfeito do resultado da experiência de Adão; não só seu olho onisciente viu Adão comer do fruto proibido, mas decretou de antemão que ele deveria fazê-lo. [6] A.W. Pink

Também, os calvinistas frequentemente afirmam que Adão foi livre antes da queda. Mas, novamente, eu sempre falo de liberdade com relação a Deus, e desta perspectiva, eu diria que Adão não teve nenhuma liberdade, seja qual for, nem mesmo antes da queda. Ser “livre” para pecar é irrelevante. A questão é se Adão era livre de Deus para escolher permanecer livre do pecado – ele não era. Além disso, eu não diria que Deus permitiu Adão cair, mas que Deus causou a queda. Muitos calvinistas também discordariam de mim sobre isso. [7] Vicent Cheung

A queda não afetou os eleitos:

Os eleitos eram “filhos” desde toda a eternidade, e decretados para assim ser por toda a eternidade. Eles não perderam a filiação com a queda, nem por qualquer corrupção em sua natureza derivada desta queda. Eles continuam sendo “filhos”, embora filhos pecadores, e, como tal, justamente expostos a ira. No entanto, esta relação não poderia ser revogada por quaisquer atos posteriores no tempo: unidos a Cristo desde toda a eternidade, eles sempre foram um com Ele. [8] A.W. Pink

Assim, enquanto todos caíram em Adão, nem todos caíram igualmente. Os não-eleitos caíram de modo a serem condenados, sendo deixados a perecer em seus pecados, porque eles não tinham relação com Cristo — Cristo não tinha conexão com eles como o Mediador da união com Deus. Os não-eleitos tiveram sua plenitude em Adão, seu cabeça natural. Mas os eleitos tiveram todas as bênçãos espirituais concedidas a eles em Cristo, seu cabeça gracioso e glorioso (Ef 1:3). Eles não poderiam perdê-las. [9] A.W. Pink

Deus é o autor do pecado:

Deus move as línguas dos homens para blasfemar. [10] Franciscus Gomarus

Nem mesmo a obra do pecado parte de qualquer outra pessoa a não ser Deus. [11] Zwinglio

O pecado é um dos eventos “quaisquer” que “acontecem”, os quais são todos “decretados”. [12] W.G.T. Shedd

Nada acontece contrário ao seu decreto. Nada acontece por acaso. Até o mal moral, que ele abomina e proíbe, ocorre “pelo determinado conselho e presciência de Deus.” [13] W.G.T. Shedd

Todas as coisas, incluindo até mesmo as ações malévolas dos homens perversos e dos demônios – são trazidas à existência de acordo com o propósito eterno de Deus. [14] JG Machen

É até bíblico dizer que Deus preordenou o pecado. Se o pecado estivesse fora do plano de Deus, então nem uma única questão importante da vida seria governada por Deus. [15] Edwin H. Palmer

Predeterminação significa o plano soberano de Deus, pelo qual Ele decide tudo o que está a acontecer em todo o universo. Nada neste mundo acontece por acaso. Deus está por trás de tudo. Ele decide e faz com que todas as coisas aconteçam. Ele não está sentado à margem pensando, e talvez temendo, o que vai acontecer a seguir. Não, Ele predeterminou tudo “segundo o conselho da sua vontade” (Efésios 1:11): o movimento de um dedo, a batida de um coração, o riso de uma menina, o erro de um datilógrafo – até mesmo o pecado [16] Edwin H. Palmer

A oração não muda as coisas:

Sabemos que Deus predestinou todas as coisas que acontecem. Ele faz todas as coisas conforme o conselho de Sua própria vontade. É difícil reconciliar a oração e a vontade imutável de Deus. [17] James O. Wilmoth

A oração não muda as coisas, nem a oração muda Deus ou Sua mente. [18] David S. West

O que Deus predestinou acontecer sempre acontece conforme Ele propôs, e por mais que alguém ore, nada vai mudar isto. Não, a oração não muda as coisas; entretanto, ela nos muda. [19] Dan Phillips

Ninguém pode crer na gloriosa doutrina bíblica da predestinação e acreditar que a oração muda as coisas. As duas são incompatíveis. Elas não se harmonizam. Se uma é verdadeira, a outra é falsa. Visto que a predestinação é verdadeira, segue, como a noite segue o dia, que a oração não muda as coisas. [20] Joseph Wilson

Deus criou pessoas para o propósito expresso de destruí-las:

A Doutrina da Predestinação logicamente sustenta que alguns são predestinados à morte tão verdadeiramente como outros são predestinados à vida. [21] Loraine Boettner

Chamamos predestinação o eterno decreto de Deus pelo qual houve por bem determinar o que acerca de cada homem quis que acontecesse. Pois ele não quis criar a todos em igual condição; ao contrário, preordenou a uns a vida eterna; a outros, a condenação eterna. Portanto, como cada um foi criado para um ou outro desses dois destinos, assim dizemos que um foi predestinado ou para a vida, ou para a morte. [22] João Calvino

Uma vez que está na mão de Deus a disposição de todas as coisas, estando em seu poder a escolha da salvação e da morte, Ele ordena que entre os homens nasçam aqueles destinados à morte certa desde o ventre de sua mãe, para que, por meio de sua condenação, Seu nome seja glorificado. [23] João Calvino

Um homem não é salvo porque ele crê em Cristo:

Um homem não é salvo porque ele crê em Cristo, ele crê em Cristo, porque ele está salvo. [24] Loraine Boettner

O calvinismo é o evangelho:

Se você não conhece os cinco pontos do calvinismo, você não conhece o Evangelho, mas alguma perversão dele. […] Se você não tem um conhecimento e compreensão dos Cinco Pontos do Calvinismo você está verdadeiramente em escuridão e ignorância de toda a verdade divina. E se você não tem uma crença inteligente e amor pelos Cinco Pontos do Calvinismo, você não tem uma religião racional, mas está ligado a superstição e mentira religiosa. [25] Fred Phelps

O calvinismo é ridículo:

Contra essas visões humanistas, o Calvinista aceita ambos lados da antinomia. Ele percebe que o que ele defende é ridículo. É simplesmente impossível para o homem harmonizar esses dois conjuntos de dados. Dizer, por um lado, que Deus tornou certo tudo o que acontece e ainda dizer que o homem é responsável por aquilo que ele faz? Absurdo! Deve ser uma ou outra coisa, mas não ambas. Dizer que Deus preordenou o pecado de Judas e ainda Judas é o culpado? Insensatez! Logicamente o autor de O Ladrão Predestinado[1] estava certo. Deus não pode preordenar o roubo e então culpar o ladrão. E o Calvinista admite francamente que essa posição é ilógica, ridícula, sem sentido e tola…O Calvinista mantém as duas posições, aparentemente contraditórias”. [26] Edwin H. Palmer
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[1] João Calvino, Institutas da Religião Cristã, Livro 3, Capítulo 23, Seção 7
[2] João Calvino, Institutas da Religião Cristã, Livro 3, Capítulo 23, Seção 8
[3] Loraine Boettner, The Reformed Doctrine of Predestination, p. 234
[4] Jerome Zanchius, The Doctrine of Absolute Predestination, Cap. II, Sec. II, Par. 4
[5] A.W. Pink, The Sovereignty of God, p. 162
[6] A.W. Pink, The Sovereignty of God, Appendix II, The Case of Adam, p. 283
[7] Vicent Cheung, Autor do Pecado, p. 15
[8] A.W. Pink, Spiritual Union and Communion, ‘Mystical Union,’ Pt. 2, Par. 3
[9] A.W. Pink, The Doctrine of Election, cap. 6 – Sua Natureza
[10] Franciscus Gomarus, conforme citado por Laurence Vance em O Outro Lado do Calvinismo, www.arminianismo.com/index.php/categoria…42-o-decreto-de-deus
[11] Ulrich Zwinglio, “On the Providence of God – Sobre a Providência de Deus”, The Latin Works of Huldreich Zwingli – As Obras Latinas de Ulrich Zwinglio (Philadelphia: Heidelberg Press, 1922), II:203-204.
[12] W.G.T. Shedd, Calvinism: Pure and Mixed, p. 32
[13] W.G.T. Shedd, Calvinism: Pure and Mixed, p. 38-39
[14] JG Machen, conforme citado por Laurence Vance em O Outro Lado do Calvinismo, p.254 – www.arminianismo.com/index.php/categoria…to-de-deus#_ftnref29
[15] Edwin H. Palmer, The Five Points of Calvinism, p. 82
[16] Edwin H. Palmer, The Five Points of Calvinism, p. 24-5
[17] James O. Wilmoth, como citado em O Outro Lado do Calvinismo, p. 276 www.arminianismo.com/index.php/categoria…to-de-deus#_ftnref29
[18] David S. West, como citado em O Outro Lado do Calvinismo, p. 276www.arminianismo.com/index.php/categoria…to-de-deus#_ftnref29
[19] Dan Phillips, como citado em O Outro Lado do Calvinismo, p.. 277www.arminianismo.com/index.php/categoria…to-de-deus#_ftnref29
[20] Joseph Wilson, como citado em O Outro Lado do Calvinismo, p. 277www.arminianismo.com/index.php/categoria…to-de-deus#_ftnref29
[21] Loraine Boettner, The Reformed Doctrine of Predestination, p. 104
[22] João Calvino, Institutas da Religião Cristã, Livro 3, Capítulo 21, Seção 5
[23] João Calvino, Institutas da Religião Cristã, Livro 3, Capítulo 23, Seção 6
[24] Loraine Boettner, The Reformed Doctrine of Predestination, p. 101
[25] Fred Phelps, The Five Points of Calvinism, The Berea Baptist Banner (Mantachie, Miss.: Berea Baptist Church, 1990), 21, 26.
[26] Edwin H. Palmer, The Five Points of Calvinism [p. 85]

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