Arminianos Cearenses

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terça-feira, 28 de julho de 2015

NÃO CONFUNDA ARMINIANISMO DE CABEÇA COM ARMINIANISMO DE CORAÇÃO


O arminianismo de cabeça possui uma ênfase no livre--arbítrio que está alicerçada no lluminismo e é mais comumente encontrado nos círculos protestantes liberais (até mesmo entre pessoas reformadas liberalizadas)6. Sua marca característica é uma antropologia otimista que nega a depravação total e a absoluta necessidade de graça sobrenatural para a salvação. É otimista acerca da habilidade de seres humanos autônomos em exercerem uma boa vontade para com Deus e seus semelhantes sem a graça preveniente (capacitadora, auxiliadora) sobrenatural, ou seja, é pelagiano ou no mínimo semipelagiano.
O arminianismo de coração - objeto de estudo deste livro - é o arminianismo original de Armínio, Wesley e seus herdeiros evangélicos. Arminianos de coração enfaticamente não negam a depravação total (ainda que prefiram outro termo para indicar a incapacidade espiritual humana) ou a absoluta necessidade de graça sobrenatural para até mesmo o primeiro exercício de uma boa vontade para com Deus. Arminianos de coração são os verdadeiros arminianos, pois são fiéis aos ímpetos fundamentais de Armínio e seus primeiros seguidores em oposição aos remonstrantes posteriores (que se distanciaram dos ensinos de Armínio entrando na teologia liberal) e arminianos modernos de cabeça, que glorificam a razão e a liberdade em detrimento da revelação divina e da graça sobrenatural.
6 A teologia liberal é notoriamente difícil de ser definida, mas aqui ela significa qualquer teologia que permita reconhecimento máximo das alegações de modernidade dentro da teologia cristã, principalmente ao afirmar uma visão positiva da condição da humanidade e por uma tendência em negar ou seriamente enfraquecer o sobrenaturalismo tradicional do pensamento cristão. Para um relato detalhado da teologia liberal, ver capitulo dois em Stanley J. Grenz and Roger E. Olson, 20th-Century Theology. Downers Grove, III.: Intervarsity Press, 1992.

Roger Olson, Teologia Arminiana, mitos e realidades (São Paulo, Reflexão, 2013), p.23.

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